sábado, 10 de fevereiro de 2018

CHEESECAKE Sara Veiga




CHEESECAKE DI FRUTTI ROSSI - Ricetta di pseudo-chef di cucina, Sara Veiga

INGREDIENTI:

Di base: 
- 400g di biscotto (il biscotto deve essere schiacciato)
- 80g di burro
- Un poco di latte

Per la crema:
- 400g di formaggio PHILADELPHIA
- 2 yougurt greco (+/- 300g)
- 2 panna da montare (+/- 400ml)
- 250g di zucchero
- 5 fogli di gelatina

Per coprire:
- 400g di frutti rossi (importante che il frutti sono freschi e maturi)
- un poco di zucchero

COME FARE???

Semplice, niente da sapere.

1 - Aggiungere il burro fuso con il biscotti schiacciati e il latte per formare una pasta.

2- Prima mescolando il formaggio con lo yogurt. Dopo, la panna in un altro contenitore con lo zucchero, e, infine mettere tutto insieme nello stesso contenitore, e anche aggiungere il fogli di gelatina.

3- Il frutti devono essere lavati e tagliati, mescolato con lo zucchero e sciogliere in una casseruola.

Ed é pronto, bouno apetito  !!


quinta-feira, 27 de abril de 2017

:: Ancestralidade ::



Hoje volto meus olhos para trás e me proponho a conversar sobre os pecados, os erros e os enganos de minhas Ancestrais. Aqueles que nós – descendentes – tentamos “pagar” e resgatar através de nossa dor, nosso sofrimento, nossas repetições.
Me volto para trás sem raiva, acusações ou desgosto, apenas com o olhar de quem compreende e ao compreender, perdoa. E para que este perdão se estenda, é preciso deixar um rastro de amor, que segue para trás tanto quanto esta herança seguiu para frente, colorindo o caminho de rosa (a cor do amor incondicional); de violeta (a cor da consciência) e de verde (a cor da cura). E de preferência espalhando ervas, flores, cristais e benzeduras, para reafirmar a intenção de REVIVER PARA CURAR, e não reviver para sofrer de novo.
Hoje volto meus olhos para trás e habito o ventre de cada mulher que já carregou parte do que sou hoje – esta corrente genética interminável que contém o registro das dores de tantas gerações. E habito cada um destes ventres para de novo frutificá-lo, purificá-lo, torná-lo novamente o Vaso da Vida e não o Vaso da Morte. E ao visitar este ventre grávido com respeito, amor e reverência, semeio vida onde há a morte que se manifesta em doenças, desarmonias e padrões – que são apenas os chamados da Alma para que nos voltemos para trás para curar. Não para acusar, não para remoer – PARA CURAR.
Hoje pego o facão de minhas avós benzedeiras – não o de matar e sacrificar – mas o de cortar as ervas e raízes que são usadas para curar. Hoje recebo o legado do uso sagrado dos Saberes Femininos que foram usados para espalhar amor, cura, nascimentos. E perdoo – e igualmente recebo – as vezes em que este conhecimento foi usado para provocar abortos, morte e sofrimento. Eu aceito ambos os lados – Luz e Sombra – porque são os dois aspectos do conhecimento e de poder. Mas ESCOLHO, como escolhi ainda no ventre de minha mãe – cooperar com a Natureza e com a Deusa manifestada na Terra, para levar cura, avanço, alegria e leveza a todos a quem eu puder alcançar. Reconheço, recebo e integro a Sombra do conhecimento usado para manipular e torcer, mas ESCOLHO receber e semear o legado de luz que esta herança carrega.
Hoje me coloco diante do Portal da Ancestralidade e me conecto com os legados recebidos e ESCOLHO. Escolho por todas aquelas que não puderam ou não tiveram a oportunidade de escolher. Escolho o Amor por aquelas que nunca o experimentaram. Escolho o Perdão por aquelas que deixaram este mundo envenenadas de desgosto. Escolho Consciência por aquelas que passaram pela vida sem saber o resultado ou as consequências de suas ações. Escolho usar com sabedoria e senso de serviço o Conhecimento Sagrado por aquelas que sequer sabiam o quão sagrado este Conhecimento era. Escolho praticar justiça em todas as relações por aquelas que foram injustiçadas primeiro e injustiçaram depois. Mais do que tudo, diante do Portal da Ancestralidade, ESCOLHO o que me faz bem, me nutre e alimenta e devolvo o que não me pertence. Mas devolvo CURADO, envolvido no papel da seda do coração, no violeta cristalino da Consciência. E reverencio o aprendizado que cada uma destas Ancestrais me permitiu, nesta construção de tijolo a tijolo – célula a célula – de quem somos e do que viemos para Ser.
Cler Barbiero

quinta-feira, 31 de março de 2016

:: Maternidade ::




A única coisa que minha mãe me recomendou, no aeroporto, foi:
- Não traga seu "mestrado" pelo braço!

Vez ou outra, essa voz invade meu pensamento.
Talvez porque foi a última frase, talvez porque sempre quis ser mãe, talvez porque agora já não tenho mais tanta certeza, talvez porque falte coragem...

A verdade é que já arrumei muitos filhos desde que cheguei.
E essa maternidade me ensinou muitas outras formas de parir... de abortar.... de educar.... de por de castigo... e de me culpar.
Minha casa já foi creche, já foi orfanato, já foi escola e já foi assaltada.

Nunca engravidei... vou continuar seguindo o conselho da minha mãe.
Mas, com certeza, levarei meus muitos  "mestrados" no coração!!!

:: Madrugada ::


















Na madrugada o tempo é outro, é mágico
É quando todos vão dormir e eu finalmente posso ser eu.
O mundo para e eu faço o que quiser, sem regras, sem horários, sem script..
Tiro as máscaras, as amas, os escudos, as fantasias, os sapatos... e descanso
O  que acontece no escuro é diferente. 
É como se tudo que foi preso de dia, tivesse livre de noite
Tem silêncio na rua, mas dentro de mim tem um jardim de infância com 20 crianças correndo soltas.
Os medos, as vontades, os sonhos, as preocupações... brincam todo dia.


Nunca estou ocupada de madrugada, nem atrasada, nem com calor.
Não tenho que ir a academia, ou a reunião, ou levar minha mãe ao médico
É aquele tempo livre que nem cabe na agenda... 
A madrugada é minha, só minha... não me permito compromissos...

A madruga é profunda, criativa e muito flexível.
Nela, não há desculpas.... só lamento, desejo ou compulsão
A regra perde a força, a ordem perde o sentido e a coisas perdem a forma.
Eu me desalojo de mim mesma e percorro os caminhos da liberdade interior
É quando as emoções atingem seu ponto mais alto... e transbordam.
Abrindo espaço para a ousadia dos sabores novos... 
Mesmo se toda noite eu quiser a sobremesa de sempre. 
E se a noite é uma criança, a manhã, com certeza, é uma velha ranzinza!

terça-feira, 31 de março de 2015

:: Intimidade ::



Intimidade é jogar no mesmo time. É quando outra pessoa faz um gol e o ponto é seu. Torcem, comemoram e choram juntos a cada ponto ganho.
Intimidade é poder desabafar. É quando a pessoa te liga no meio da madrugada e fica HORAS falando de coisas que ainda não aconteceram. E o outro, muito naturalmente, prolonga a conversa como se soubesse com prioridade o assunto.
Intimidade é poder se calar. É quando a pessoa some, e mesmo morrendo de saudades, o outro entende e respeita a turbulência alheia.
Intimidade é o pacto que se firma não por princípios morais. É quando essa vinculo se consolida, por convicção, em valores emocionais, e até mesmo espirituais, invisíveis aos olhos. Independente da existência de condutores ou contratos.
Intimidade é fazer absoluta questão da presença. É quando a pessoa faz tanta questão que compra passagens de viagens, ingressos de festas, bilhetes de espetáculos e só te avisa depois. MUITO depois... Perguntar antes? DESnecessário!
Intimidade é compartilhar a senha da própria vida. É quando você pode contar até mesmo o que mais quer esconder, e a pessoa descobre o melhor esconderijo para esse segredo.
Intimidade é não precisar solicitar conexão. É quando a aproximação é feita sem demora, reservas, desconfianças.
Intimidade é conhecer as fraquezas, dores, tombos e dificuldades. É quando a pessoa não usa isso como álibi na hora da desavença; ao contrário, suporta a imperfeição e te ajuda a se levantar.
Intimidade é a defesa certa, na sua ausência. É quando o outro te defende, te protege, te resguarda, te guarda bem junto dele, mesmo sem a sua presença.
Intimidade é ver seu filme predileto virar realidade (e ficar muito feliz com isso). É quando, num belo dia, se ganha um vizinho IGUAL do "Doce Novembro"!!!
Intimidade é ser fiel por opção. É quando a pessoa prepara seu terreno, se preocupa com o seu sofrimento e antecipa a cura.
Intimidade é se confundir um pouco. É quando não se sabe bem o que veio de um, ou o que surgiu no outro.
Intimidade é ficar atento ao amor. É quando um é zeloso com coração do outro.




sábado, 9 de agosto de 2014

:: Coimbra ::




Passei tanto tempo desse lado da vida que tem dias que é difícil lembrar de como era antes, de como EU era antes. O esforço é grande, e ainda assim, muitas vezes a tentativa é em vão.
Cheguei, como a maioria: com o deslumbramento de turista, ar poético, ouvidos atentos e um olhar de romance, como quem olha tudo pela primeira vez.
Hoje vou embora, como moradora: com uma irritação de residente, insatisfação do repetitivo,  com desejo de novidade e um suspiro profundo.

O blog que começou contanto histórias pontuais locais, hoje conta mais uma percepção geral de mim mesma. Eu que pedia ajuda com os trajetos turísticos, hoje dou explicações históricas feito guia. Os cenários a serem desbravados foram mudando, e hoje percebo que a cada dia fui tomando posse e tornando residente de mim mesma.

Deixar a Terra do Nunca é mesmo assim, acordar de um sonho lindo e ter que voltar para a casa.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

:: Para mim ::
















"Por Mim


Você seguiria meus passos

ia ao meu encontro...
caso tudo desse certo?

Você se curvaria ao que acho
ouvia o que eu conto...
pra eu me sentir esperto?

Eu não.
Por mim...

Você seria meus passos
ia ao meu lado...
mesmo com tudo errado.

Você falaria o que eu acho
me ouvia calado
pra eu me sentir eu.

Você não...

Foi pra mim."

[Murillo Sanches]


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

:: Desejo intimo ::


Quero colo, abraço forte, beijo roubado, corpo colado.
Quero charme, frio na barriga, rosto corado, jogo desarmado.
Quero pernas bambas, cabelo suado, pescoço marcado, coração acelerado.
Quero um amigo, um irmão, uma paixão, um noivo, um anjo.
Quero ter pra onde voltar, ouvidos interessados, preocupação zelosa.
Quero mãos dadas, almas predestinadas, passo firme, destino.
Quero bom humor, descanso, balanço, chamego manso.
Quero familiaridade, intimidade, ficar a vontade, ficar por vontade.
Quero ser escolhida, desejada, mimada, protegida, especial.
Quero conselho, apoio, chão, asas, sentido.
Quero atitude, entrega, surpresa, presença..
Quero cuidado, compromisso, transparência, tolerância.
Quero sabedoria, sintonia, alegria, companhia.
Quero delicadeza, leveza, pureza, gentileza, fortaleza.
Quero equilíbrio, encanto, companheirismo, bondade, honestidade.
Quero suavidade, sensibilidade, sinceridade, religiosidade,  intensidade.
Quero simplicidade, lealdade, flexibilidade, espontaneidade.
Quero atenção, emoção, dedicação, compreensão, consideração.
Quero respeito, compaixão, demonstração, admiração, gratidão.

Mas só preciso ser amada!

:: Superfície ::




Para muitos é dado a visão. As pessoas veem os fatos e constroem suposições, de acordo com o seu próprio padrão. Espera-se sempre ver nos outros, o reflexo de nossas próprias atitudes.
Para poucos é dado a percepção. Quase um dom perceber o que vai além das fugas, além das reações, além dos instintos, além das palavras muito bem articuladas. Quem vê apenas as aparências do reflexo, não percebe o que a profundidade esconde.

Quando se olha na superfície de um rio, vemos nossa própria imagem refletida. Todo Narciso se acha mais bonito, e é fácil se deixar levar pela beleza das aparências. Difícil é mergulhar no mar profundo das pessoas, para percebê-las. É preciso  profundidade para descobrir um oceano diferente de nós mesmos ou do que vivenciamos. E quando ha tempo para a exploração, conhece-se a diversidade e o padrão perde sua referência.
Ser profundo é ter uma arca do tesouro escondido; é ter lama e água cristalina coabitando o mesmo mar; é ter uma margem sem reflexo e cheia de ondas; é deixar de ser Narciso e ter consciência de uma beleza imperfeita e diferente da do espelho; é ver o outro como ele realmente é, perceber o desconhecido.

Vivemos de aparências. Julgamos o que parece ser. E acreditamos no que não é.
A essência tá escondida, esquecida e desacreditada.
A superficialidade se tornou mais importante. Ter um comportamento padrão e politicamente moldado é mais valorizado do que ser autêntico.  Ser profundo é arriscado, exige tempo, dedicação, esforço, dá trabalho e dor de cabeça.

sábado, 24 de agosto de 2013

:: Carta de Despedida ::




Antes de qualquer coisa, gostaria de te dizer obrigada.
Me sinto tão agradecida por tanta coisa, que seria desleal tentar listar, ou mesmo priorizar, os momentos em que você foi essencial. Nos detalhes simples,ou até nos mais profundos sermões, você demostrou ser admirável. Não por ser perfeito, mas por ser, antes de tudo, autêntico.
Coimbra nos proporciona a convivência com a adversidade, mas sei, será difícil encontrar sua singularidade,  ou mesmo o seu encanto, em outros rostos. De uma forma muito sutil, você me proporcionou o conforto de ser quem eu sou. Minha identificação com sua personalidade, me trouxe segurança nas turbulências e paz para continuar no barco.
Hoje, a tristeza de te ver partir é diretamente proporcional á alegria que senti com a sua presença no meu convívio diário. Contudo tenho certeza que essa distancia será apenas física, nossas afinidades vão além do temperamento, além dos valores.. nossa conexão é mental, muitas vezes espiritual. Tudo o que vivemos, guardarei  sempre comigo.Você talvez nem faça idéia do tanto que nossa amizade me acrescentou... do tanto que ela me fez mais humana.... do tanto que ela me direcionou. Meus padrões de referências mudaram por sua causa. Sentirei muito a sua falta, falta do bom humor, da irreverência, do diálogo, do afeto, da similaridade, da falta de constrangimento em nossos silêncios.

Certa vez, você falou que meu terreno era frutífero. mas tudo se deve a origem do meu adubo, pois a luz e água vem do alto, mas é no que me rodeia que absorvo os nutrientes e sustento minhas raízes.
Feliz o dia em que escolhi você para me aprofundar. Feliz o dia em que você aceitou.
Antes de qualquer coisa, gostaria de te dizer obrigada.

:: Queimada ::



Quando eu tinha nove anos, eu adorava jogar queimada. Eu era ótima. Sempre ganhava.
Quando se tem trinta e dois, e se resolve jogar queimada, o que se ganha é uma blusa rasgada, várias bolhas por toda a sola do pé, uma bola na cara, uma unha sangrando, além, é claro, de muita diversão.
Acho que vinte e três anos depois, continuo ótima.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

:: Espinhos ::



Eu cuido de cactos.
Eles são resistentes, independentes, exigem pouca atenção.
Eles são fortes, valentes, não me dão preocupação.
Possuem muitas defesas, escudos, não gostam de carinho.
Me machucam, me espetam, possuem muitos espinhos.

Eu cuido dos cactos, mas eles não cuidam de mim.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

:: Menina criada em roça ::




Hoje, depois de anos, subi no pé de limão aqui do quintal.
Me fez lembrar da fazenda e da época em que subir em árvores, era só mais uma distração do dia.
Me fez lembrar das frutas que eu apanhava do lado de lá.
Me fez lembrar das minhas origens e de quem eu era...

Hoje, depois de anos, estou toda arranhada.
Mas, pela primeira vez não achei ruim,
pela primeira vez o limão era siciliano,
pela primeira vez foi do lado de cá...

Independente do cenário, as histórias, as vezes se repetem...
Independente do lado, eu, as vezes me repito também!



terça-feira, 28 de maio de 2013

:: Sinais ::


As vezes, sinto saudades do que não aconteceu,
De pessoas que nunca existiram,
De sentimentos que não lembro ter sentido.
Depois desse vazio, vem a tristeza acompanhada da dúvida.
Como posso sentir saudades de algo que não vivi???
Mas se o sentimento é latente, quem garante que não existiu???
Algumas sensações são tão fortes quanto um beliscão.
Ainda assim, é difícil traduzir a linguagem da minha alma.
Ela fala, grita, gesticula, desenha, até me esbofeteia.
Me sinto criança tentando decifrar minha própria caligrafia.

sexta-feira, 9 de março de 2012

:: Oscar, Chico e Tom ::




“A casa do Oscar era o sonho da família. Havia um terreno para os lados da Iguatemi, havia o anteprojeto, presente do próprio, havia a promessa de que um belo dia iríamos morar na casa do Oscar. Cresci cheio de impaciência porque meu pai, embora fosse dono do Museu do Ipiranga, nunca juntava dinheiro para construir a casa do Oscar. Mais tarde, num aperto, em vez de vender o museu com os cacarecos dentro, papai vendeu o terreno da Iguatemi. Desse modo a casa do Oscar, antes de existir, foi demolida. Ou ficou intacta, suspensa no ar, como a casa no beco de Manuel Bandeira.
Senti-me traído, tornei-me um rebelde, insultei meu pai, ergui o braço contra minha mãe e saí batendo a porta da nossa casa velha e normanda: só volto para casa quando for a casa do Oscar! Pois bem, internaram-me num ginásio em Cataguases, projeto do Oscar. Vivi seis meses naquele casarão do Oscar, achei pouco, decidi-me a ser Oscar eu mesmo. Regressei a São Paulo, estudei geometria descritiva, passei no vestibular e fui o pior aluno da classe. Mas ao professor de topografia, que me reprovou no exame oral, respondi calado: lá em casa tenho um canudo com a casa do Oscar.
Depois larguei a arquitetura e virei aprendiz de Tom Jobim. Quando minha música sai boa, penso que parece música do Tom Jobim. Música do Tom, na minha cabeça, é casa do Oscar.”
Chico Buarque de Holanda

domingo, 1 de janeiro de 2012

:: Tantas outras ::




Carrego dentro de mim, muitas outras de mim.
Sou tantas coisas e já fui tantas outras.
Tem gente que me conhece partes, outros não gostam de tudo, alguns nem imaginam.
Me reagrupo de tempos em tempos. Me organizo quase nunca, é meio bagunçado mesmo.
Mas carrego tudo comigo. E tento ser leve.
Não como reservatório,  mas como rio que flui.
Sempre há espaço para novas outras, sem limites, sem rótulos, sem sentido.
É Meio bagunçado mesmo. Nesse oceano algumas partes se perdem.
Mas o bom de ser muitas é que há sempre quem sai pra procurar, enquanto as outras continuam seguindo em frente. É divertido.
Tem dias que parece reunião de condominio descidindo um novo síndico.
Algumas não se dão. Outras implicam com a vizinha nova. É chato.
E nessa gangorra aprendo a me equilibrar.
Afinal são elas que habitam a minha alma.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

:: Para sempre ::




Tem dias que de tão bonito são a cara da Nara Gisele.
Tem dias que só não são a cara dela porque são blauens.
Se o sorvete for de abacaxi vem com o nome dela dentro.
E se for pra cair, tem que ser de felicidade no supermercado.

Já os abraços só são dela quando são apertados.
O valor dela é alto demais, mas para mim ela faz um desconto.
Ao lado dela me sinto em casa, tiro o sapato e pronto.
Em todas tentativas sofridas de correr, a imagem dela me incentiva.
Vejo-a também toda vez que me sorri alguma demão de tinta.
Minhas séries de domingo contam com parte dela no sofá.
Mesmo quando o filme é ruim ela assiste só para me agradar.
Ela tem brilho de estrela quando canta.
E cheiro de coisa boa, por isso encanta.
Era o brinquedo que eu não largava.
A parte de mim que eu mais gostava.
Toda coreografia tem os passos ensaiados da Preta.
E muitas melodias têm os acordes de sua voz.
Quando a alegria é espontânea ela aparece em minha frete.
Quando a tristeza é bonita ela se esconde em mim.
Gosto tanto dela que nem sei por onde começar.
Ela faz tanta falta que nem sei quando vai acabar.
Em toda risada tem um pouquinho dela.
Em toda saudade tem muito dela.
Minhas melhores histórias não existiriam sem a sua presença.
E as ruins, são piores porque ela não estava junto.
Ela anda de bicicleta em meu coração.
E de mãos dadas em minha vida!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

:: Pessoas ::





Sem dúvida uma das maiores lições que aprendo desse lado do oceano é sobre a arte de me relacionar com as pessoas. Aqui o tempo é intenso e rápido. Nesse cenário, as relações são mais fortes e exigem desenvoltura. E isso acontece em ciclos: de 6 em 6 meses tudo se renova. A cada semestre novas pessoas aparecem e com elas novas histórias, novas experiências, novas personalidades e novas chances de colocar tudo em prática.

Adoro conversar e conhecer a fundo o ser humano. A superficialidade me incomoda, gosto mesmo é de saber o que mora no íntimo e nunca é revelado. Respeitar o outro foi o primeiro aprendizado. Respeitar o tempo do outro foi o segundo. Lidar com pessoas muito diferentes nem sempre é fácil, mas é sempre muito encantador. Compreender o espaço e as vontades alheias, mesmo quando a sua própria individualidade não está sendo compreendida, é um desafio diário. Com isso exercito cada vez mais o poder da paciência, compaixão e sensibilidade. Tem dias que é uma delícia, com gosto de chocolate, mas tem dias que fico com azia e a digestão é lenta.

Acho incrível a pluralidade cultural que me rodeia. Sobretudo é sempre tempo de aprender. Mas como disse: aqui o tempo é outro, vivo um mês em apenas uma semana. Muita coisa acontece em espaços curtos de tempo. Me sinto em uma montanha russa de emoções e situações, na espera do próximo frio na barriga. Fazer-se presente sem sufocar é uma elegância sutil para poucos. Confesso que acho fascinante brincar com essa análise comportamental das pessoas que convivo. Tentando perceber o outro, muitas vezes me vejo no espelho. E a cada pessoa que conheço, me convenço de que realmente somos todos iguais em tempos diferentes.

domingo, 28 de novembro de 2010

:: Listagem ::


Muitas vezes, os turistas conhecem mais o Brasil que os próprios brasileiros. Aqui não é diferente, hoje conheço mais cidades que a maioria dos portugueses que já encontrei.
E Toda vez que alguém me pergunta onde já estive, nunca consigo lembrar tudo de uma vez só. E pra não esquecer, resolvi deixar registrado aqui, uma relação de todos os lugares que já conheci.

Lisboa, Porto, Coimbra, Fátima, Évora, Aveiro, Vila nova de Gaia, Braga, Bragança, Guimarães, Conimbriga, Óbidos, Cascais, Sintra, Mafra, Beja, Faro, Lagos, Lagoa, Viseu, Burssaco, Figueira da Foz, Santa Maria da Feira, Viana do Castelo, Tomar, Almurol, Alcobaça, Batalha, Peniche, Berlengas, Setúbal, Serra da Estrela, Guarda, Tábua, Gois, Alcacer do sal, Almada, Caldas da Rainha, Cantanhede, Espinho, Leiria, Peso da Régua, Covelinhas, Alvito, Alcoentre, Palmela, Alpiarça, Estoril, Antanhol, Meda dos Mouros, Golegã, Mira de Aire, Eiras, Piodão, Folgosinho,Ceia, Manteigas, Penalva do Castelo, Lusinde, Sezures, Esmolfe, Satão...

Falta conhcer a Ilha da Madeira.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

:: Visualizações ::



Muitas pessoas estão me cobrando a continuação do blog. Isso me deixa feliz, apesar de ter sido ótimo o meu sumiço, só assim descobri quem realmente acompanha minhas peripécias.
Estava desestimulada pensando ser em vão essas histórias.

Com tantas novidades desde o último post, tentava escolher sobre qual assunto falar primeiro. Enquanto isso, resolvi futricar nas configurações internas do site.
Pra quem não tem blog, existe uma sessão de Estatísticas. Eu que nunca tinha nem clicado lá, resolvi descobrir o que era. E nada mais é do que a quantidade de visualizações que o blog tem.

Confesso que fiquei MUITO surpresa quando vi que pessoas de outros países visitam minha página também.

Brasil - 218 visualizações
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Portugal - 124 visualizações
Suécia - 2 visualizações
Ermirados Árabes Unidos - 1 visualização
Colômbia - 1 visualização

Talvez isso esteja errado, ou nem signifique nada demais....
Mas prefiro acreditar que é um incentivo extra pra eu voltar!!!!!